Como conviver bem com os vizinhos?
Rodrigo Oliveira10:22:00


Vizinhos são vizinhos, alguns pra vida toda, estejam eles no apartamento ao lado ou na mesa mais próxima no escritório. Nos dois ambientes, sai ganhando aquele que aprende a conviver com as diferenças.

Numa reunião com o chefe, um colega apresenta uma ideia sua como sendo dele. Sua atitude provavelmente será a de se posicionar, sem entrar em conflito direto. Depois, quando estiverem sozinhos, poderá perguntar gentilmente o que o levou a agir daquele jeito. E as lições aprendidas serão a de não confiar informações a qualquer um e preferir expor o que pensa na frente de todos, incluindo o gestor.

Mas, e se um vizinho parar na sua vaga de garagem? A tolerância para resolver de forma amigável é quase zero.

Os 3 maiores motivos de discórdia em um condomínio são barulho, garagem alheia e animais, segundo uma empresa de administradora de bens imóveis e condomínios de São Paulo. Isso acontece pelo desconhecimento das regras e/ou falta de experiência em conviver com outros moradores.

Veja agora como lidar com todos os tipos de vizinhos, os chatos, fofoqueiros, folgado, e mais:

Fofoqueiro: é o falso solícito que se oferece para ajudar em tudo e aproveita para perguntar como anda sua vida. Quando se der por si, parte da sua vida, geralmente fora do contexto, já virou assunto da vez entre os moradores.
Como lidar com o sujeito fofoqueiro: Em vez de evitar esse tipo de pessoa, mostre que você não é fonte de informação. E quando ele começar a falar mal de alguém, diga algo como "não conheço fulano a ponto de julgá-lo dessa forma", "cada um sabe o que é melhor pra você", "não tou dando conta do trabalho, imagina da vida dos outros?"

Folgado: é aquele que estaciona de qualquer jeito porque está com pressa, domina a área comum como se fosse o quintal da casa dele, ouve música no último volume sem se importar com o horário.
Como lidar: "Todos nós temos uma zona de conforto invisível, de tamanho variável. Pode não parecer, mas muitas vezes o espaçoso nem se dá conta de que está causando tantos problemas. A saída é tentar fazer com que ele perceba como suas atitudes prejudicam os outros com a mesma disposição que teria ao mostrar para alguém novo na equipe qual é o código de ética da empresa. Claro, o folgado pode continuar não dando a mínima. Nesse caso, não entenda como um ataque pessoal. Se for de alguma maneira prejudicado, informe o síndico para que as atitudes cabíveis sejam tomadas sem que você precise ser o justiceiro da história.

Reclamão - chato: ele é bom em falar, mas nulo em fazer. Na hora de tomar decisões importantes para o grupo, sempre está ausente. Se está, seu foco é só nos problemas, as soluções, nem pensar. E pra terminar com chave de outro, depois reclama do que ficou combinado.
Como lidar: Esse tipo se sente confortável convivendo com problemas, porque tem pouca capacidade de realização. Perguntar 'você tem alguma ideia para resolver?' pode gerar empatia e levá-lo a refletir.

Egoísta: é o sujeito que não se mexe um milímetro quando o elevador fica cheio ou que, uma vez lá dentro, não segura o botão da porta ao ver outros se aproximarem — até faz cara de poucos amigos quando alguém entra.
Como lidar: Posicione-se, pedindo a ele a gentileza de dar um passo para trás, por exemplo, e continue sendo solícito com todos, principalmente com o figura. Um ambiente em que as pessoas desenvolvem um espírito de equipe sempre se encarrega de isolar alguém com esse perfil, pois quem tem de se adaptar ao grupo é o egoísta.

Inspirador - Vizinho nota 10: ele investe na política da boa vizinhança, demonstra atenção sem bajular ou se intrometer, sabe ouvir diferentes pontos de vista, aposta no bem-estar coletivo sem abrir mão de defender os próprios interesses. "Pode até intermediar conflitos e melhorar a convivência entre pessoas difíceis", afirma Caio Infante. 

Como lidar: Aproxime-se dele e adote o perfil agregador. Mesmo que não concorde com os demais, fale o que pensa, sempre embasado em informações, e não em preconcepções, e respeite as individualidades.
Fonte: Você S/A N. 175/2012
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